quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SEM SENTIDO


Este blog foi criado com o objetivo de publicar os capítulos de um livro que eu escrevi, mas não fui atrás de editá-lo, porque achei mais interessante expor as idéias aqui.

É, eu sei que fiquei um bom tempo sem postar nada. Muito trabalho, pouca inspiração!

Porém, hoje deu vontade de atualizá-lo. Então, abri o word para localizar o arquivo do livro e postar o próximo capítulo.

Para a minha surpresa, achei tudo tão desinteressante, que me senti a pessoa mais chata do mundo!

Minha autocrítica é severa, eu sei! Contudo, achei os textos tão tão tão vazios, com fatos tão sem importância, tudo tão sem sentido, que decidi não publicar mais nada.

Talvez, ainda haja algo legal lá. Talvez, um outro dia. Hoje, não!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MUDAR É PRECISO!!!


Estava eu dentro do carro, na Avenida Consolação, sentido centro,  e vi, na ilha central, um homem grisalho, com o cabelo fashion.
A imagem me remeteu à primeira vez que fiz luzes loiras. Comecei com luzes vermelhas, para não chamar muita atenção, afinal de contas, sempre fui morena. Mas com o tempo, a vontade de ficar realmente diferente tomou conta de mim.
Não sei explicar o que acontece com quase todas as mulheres: toda e qualquer mudança começa pelos cabelos...
Na maior parte das vezes, a mulher tem vontade de mudar algo em sua vida e começa pelo cabelo... em outras vezes, algo muda na vida da mulher e, por isso mesmo, ela muda o cabelo... não importa o momento da mudança, o fato é que o cabelo sempre vai ser vítima da tesoura (ou das tintas e afins).
Minha primeira loucura capilar aconteceu aos 19 anos, quando passei na faculdade e vim morar em SP. Inegável que eu não queria vir... e, me sentia torturada, como se arrancassem meu coração. Consequência: cabelo “Joãozinho”.. é isso mesmo... amputei a parte do meu corpo da qual mais me orgulhava... o cabelo!!
 Saí do salão aos prantos e, na verdade, as lágrimas eram o reflexo da minha dor geral e não apenas do cabelo. Foi um protesto por estarem amputando a minha vida de mim mesma!
Quando fiquei loira, estava em período de férias de verão, na faculdade, mas já fazia estágio. Lembro de andar pelas ruas da Bela Vista, saltitante (já com os cabelos longos novamente), entre o salão e o ponto de Ônibus, doida pra chegar no escritório e todos notarem a mudança... enfim, uma mudança pro bem...
Eu me sentia super poderosa, com a autoestima elevadíssima. Pronta pra abalar... época de ouro (exatamente a mesma cor das mexa dos meus cabelos).
Mas não foi nada fácil decidir fazer as luzes loiras. Eu não queria ser igual às outras mulheres. Não queria cair na bacia da mesmice, só que sentia necessidade de começar a mudança por algum lado!!! Tentava me adaptar ao que diziam que era “o melhor pra mim”, o que qualquer ser humano comum entenderia como “uma ótima opção de vida”...
Uns 10 anos depois, percebi que precisava me reencontrar porque eu nunca consegui ser como a maioria. Aquilo que seria bom para quem vivia em “condições normais de temperatura e pressão”, não era nada bom pra mim. E eu não suportava mais viver, como se aquela vida fosse a que eu escolhi. Não!!!! Escolheram aquela vida pra mim e eu me submeti, porque acreditava tanto em mim quanto num pé de feijão gigante!
Ao me dar conta disto, a primeira atitude foi escurecer os cabelos, deixar crescer e cortar, até que ficassem no tom original (castanho). E como esse processo é demorado!!!! Você pinta, com o tempo, o cabelo desbota, cresce e precisa pintar de novo. E é assim o processo de amadurecimento do ser humano: podemos trocar a cor; nos automutilar; a mudança parece nunca acontecer; a vida desbota; você faz a poda e ela vai crescendo e voltando à cor natural...  

terça-feira, 14 de junho de 2011

ALMA GÊMEA, CARA METADE E A MISTURA DOS DEUSES!


Estava no aeroporto de Brasília, solteira em pleno dia dos namorados, vendo casais felizes para cima e para baixo, trocando carícias, beijinhos, quando percebi que eu pensava em minha irmã.

Não estou louca e nem sou apaixonada por ela. Quer dizer, sou sim, afinal de contas, eu a amo e admiro demais! Eu me peguei pensando "acho que minha irmã é minha alma gêmea... minha cara metade".

E, de repente, me dei conta de que essas são expressões totalmente contraditórias, mas que todos usam no mesmo sentido. Quando falamos em "alma gêmea", a primeira coisa que pensamos é no "grande amor". Aquela pessoa que ficará ao seu lado, até que vocês fiquem velhinhos e o maior desejo será deitar o corpo cansado na cama e conversar até que os dois caiam na cama.

Alma gêmea é aquela que gosta das mesmas coisas que você, que tem os mesmos sonhos, que se parece com você em quase tudo. Já a "cara metade" é o seu complemento, é "a outra metade da sua cara" (óbvio, né?), é aquela que, quando unidas, tornam-se uma só, ainda que sua "cara metade" seja totalmente diferente de você. O importante é que ela te completa e que vocês respeitam suas diferenças, de forma que aproximem e não os afastem.

O que, normalmente, ninguém sabe é que, além da alma gêmea e da cara metade, você tem em sua vida o Vinho, no caminho em que você é a Água. Vocês se misturam e combinam, mas é um crime capital colocá-los na mesma taça.

Eu chamo de "A mistura dos Deuses": se consumidos corretamente não embreagam, mas fazem a felicidade de quem os ingere.

Eu sou água! Preciso ter um caminho certo a seguir (como as corredeiras) e, em caso de tempestade, sou capaz de me perder e causar estragos terríveis a mim mesma e a outras pessoas, com minhas verdades que magoam.

O melhor vinho que conheci está na minha vida há 36 anos: minha irmã! Não importa se é branco, tinto ou rosée, tanto faz se é francês, português ou chileno (a origem não interessa!)

Ela não está nada preocupada se só conseguiu ser quem é depois de ser muito pisoteada: ela sabia que quanto mais pés a tocassem, mais forte e incorpada ela seria. Coloque-a numa taça, sinta seu "buqué" e se apaixone.

Eu sou coração e ela é mente. Ela é razão e eu sensibilidade, o que não significa que, por vezes, não trocamos os papéis. Não foi a toa que ela seguiu o caminho das exatas e eu das humanas. Não é a toa que é para o colo dela que corro, quando preciso de uma decisão racional. Não é a toa que é a mim que ela confia a filha, quando não pode estar presente. Entrego nas mãos dela o que é me mais valioso: minha vida. E ela entrega a mim o seu maior amor: sua filha.

E, se existe alguém no mundo que respeita a minha sensibilidade, sem zombar ou abusar, é ela, meu vinho! Tem a capacidade de ponderar minhas atitudes mais irracionais e me ensina o momento em que calar não é mentir e nem omitir, é, sim, autodefesa.

Assim como uma bebida nobre, ela vale ouro e você não encontrará em qualquer adega, porque não está a venda e só pode ser consumida em ocasiões especiais por amigos e parentes (que, diga-se de passagem, ela seleciona a dedo!).

Eu não consumo nada alcóolico, mas tomo uma taça deste vinho diariamente. É viciante!

Te amo, imã! (a ausência do R foi proposital!)

sábado, 12 de março de 2011

DEUS



Eu falo muito pouco sobre Deus.

Nasci e fui criada para ser católica. Fui batizada, fiz primeira comunhão, fui crismada. Tudo lindo e maravilhoso. Só que meu pai não esperava que eu não acreditasse nas Instituições Religiosas.

Quando minha irmã casou, eu falei para ele: aproveita para se sentir realizado, conduzindo-a ao altar, pois você não terá esse gostinho comigo. Tá certo que ele morreu antes de eu encontrar minha "cara metade", mas mesmo assim, acredito que o sonho dele já estava realizado.

Sim, eu acredito em Deus. No meu Deus. Aquele que aprendi a amar, sem preconceito de raça, sexo, cor, origem. Aquele que não me pede dinheiro. Aquele que não me julga, mas me ampara. Aquele que eu pensei que tinha me deixado, todas as vezes que neguei sua influência sobre mim. E que depois descobri que continuava ao meu lado, apesar da rejeição.

Não acredito no Deus apresentado pelas Igrejas e Templos (chamem como quiser). Não acredito na religião e, muito menos, nas Instituições Religiosas (mas tenho muito respeito por aqueles que crêem).

Não acredito no Deus que supostamente divide uma sociedade em castas e impede que as pessoas se amem. Esta é a justiça injusta do homem e não de Deus.

Não acredito no Deus que vende “um pedacinho do céu” para aquele que dá 10% do seu salário para o Pastor ficar mais rico e fugir do Brasil, com dólares não declarados numa mala.

Não acredito no Deus que excomunga uma criança vítima de abuso sexual e protege o estuprador.

Não acredito no Deus que determina que uma pessoa enrole várias dinamites no corpo para se matar e, matar outras pessoas.

Não acredito no Deus da guerra! A guerra desleal e desumana, na qual os mandantes ficam sentados em suas cadeiras macias, na Casa Branca ou em um abrigo antimíssil, vendo a morte de milhares de inocentes.

O Deus em que acredito é piedoso. Só quer a paz. Quer o amor entre as pessoas, incondicionalmente. Preza pelo entendimento e união.

O “meu” Deus não vê maldade, ele enxerga o lado bom das pessoas, mesmo que elas não mereçam um pingo dessa bondade.

O “meu” Deus é aquele que te recebe, após a morte do seu corpo físico, não importando se você foi o Presidente da República ou um mendigo na Praça da Sé.

O “meu” Deus é o amor, não a raiva! O “meu” Deus é vida! O “meu” Deus é paz, não a guerra!

Por isso, não sinto necessidade de conversar com ninguém que tenha a pretensão de dizer que fala em nome de Deus. Porque eu e “meu” Deus, não precisamos de intermediário para conversarmos. Ele tem tanto tempo para mim, como para você, ainda que resolvamos falar ao mesmo tempo.

O “meu” Deus não precisa de porta-voz. Ele fala por si só!!! E eu o sinto ao meu lado. Sempre!!! Eu me sinto protegida, envolta em seus braços e tenho consciência de que minha missão nesta vida é servir a Ele.

Espero estar cumprindo minha missão.

Eu sei que muitos de vocês me taxarão de ignorante e, alguns, sequer continuarão a ler o blog. Não me importo. Desde que o “seu” Deus esteja ao seu lado, estarei feliz! E, se Ele não estiver, eu divido o “meu” com você!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O SEGREDO



Que me perdoem aqueles que gostaram, mas eu odiei o livro “O Segredo”. Respeito muito quem acredita piamente em tudo aquilo, mas achei uma falta de respeito com o ser humano.

Dizer que o pensamento positivo é suficiente para que você obtenha todo o sucesso desejado é a maior besteira do mundo. É radical demais. E eu não tolero nada que seja radical.

Ta certo, eu concordo que pensar positivo ajuda! Mas isso não é tudo.

Eu parei de ler o livro quando li que bastava pensar que a comida não ia engordar e “voi lá”, você pode comer a vontade e manter o mesmo peso. Isso ofendeu meu corpo rechonchudo!!!!

Do meu humilde ponto de vista, o Segredo não é pensar positivo, mas sim acreditar em si mesmo e fazer acontecer.

Pensar positivo ajuda, porque conecta a pessoa com Deus! Seja lá qual for o seu Deus! E Deus ajuda a iluminar as idéias e mostrar o caminho mais certo a seguir.

Quando pensamos negativamente, tudo fica escuro e não enxergamos as possibilidades.

Mas daí, generalizar e dizer que apenas o pensamento positivo basta para obter o sucesso é ridicularizar a inteligência humana.

Assim como muita coisa que eu escrevo aqui, leia o livro e “penere” apenas as informações que te forem interessantes. Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão, prestes a entrar em erupção.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MÃE É MÃE!


Um dos problemas que estou tentando resolver é minha péssima mania de ter pensamentos negativos. Acho que herdei da minha mãe.

Este será mais um “momento síncope nervosa” que ela terá. E eu, vou pro Alasca ficar uns 3 meses, se ela ler este blog algum dia...

Não tenho medo dela e muito menos da opinião dela. Mas vai ser um dramalhão mexicano pior que “Bete, a Feia”.

Vou contar para vocês. Estou pra conhecer alguém mais negativa que minha mãe. Quer dizer, pior que ela, só a sogra da minha irmã. Se você tem uma proposta de emprego, só conte para ela, depois que se concretizar. Caso contrário, pode ter certeza que vai morrer na praia.

Ela não faz por maldade. Eu sei disso. Essa postura é resultado de tudo o que ela já viveu. Sofreu muito. Teve milhares de decepções com pessoas que amava incondicionalmente (deve estar decepcionada comigo, neste exato momento). Viveu um casamento de fachada por muitos anos, por amor às duas filhas.

Não vou expor o relacionamento dela com meu pai, eles não precisam passar por isso. Mas é inegável que a vida a levou a ser irritantemente pessimista.

Na verdade, até hoje, não consegui entender se é pessimismo ou se ela simplesmente sofre por antecipação.

Ao menor sinal de fumaça de que haverá uma mudança qualquer no nosso ritmo de vida, ela pesa os prós e contras, mas dá tanta ênfase aos contras, que ficamos com a impressão de que ela fica só esperando o “ruim” acontecer.

E, quando acontece, ela faz questão de jogar na cara... “eu te disse, eu te disse, eu te disse”.

Certa vez eu falei para ela: “será que já não basta ver o quanto estou sofrendo por não ter dado certo o novo trabalho, você precisa pisar ainda mais na ferida?”

Por diversas vezes, senti que isso é excesso de zelo. Como mãe, ela quer proteger as filhas e não quer que nós escolhamos o caminho errado. Por isso, fica “espezinhando”, criticando, colocando o dedo na ferida que nem foi aberta ainda. Para que a gente mude de idéia antes de dar o primeiro passo.

Acontece que, de tanto fazer isso, eu não aprendi a seguir sozinha os meus sonhos, tanto é que passei anos sem saber se os sonhos eram meus ou dela... e, por achar que eram delas, eu fazia de tudo para não realizá-los!!! Sim, autosabotagem pura!

Esses dias eu falei para ela: “mãe, você é repetitiva demais, não cansa não?” Nem preciso dizer que ela ficou ofendida, né?

A verdade, é que ela, assim como todas as mães super protetoras do mundo, precisa aprender que elas podem e devem nos indicar os caminhos e não escolher por nós.

A decisão final cabe a nós e, se nós vamos quebrar a cara, nós é que vamos levantar a cabeça, limpar a poeira, o suor e as lágrimas, voltar na estrada e dar início a um novo caminho.

Os filhos precisam andar com suas próprias pernas. Acertar e errar faz parte da vida! Se decepcionar também.

Até porque, os filhos aprendem com os erros cometidos pelos pais, mas também precisam cometer seus próprios erros!!! Essa é a vida!!!

Mas é lógico que, quando cairmos, queremos que elas estejam por perto, para nos dar aquele colo que só elas sabem dar. Só não precisamos ouvir “eu te disse, eu te disse, eu te disse”. A dor da queda já é suficiente!!!

sábado, 15 de janeiro de 2011

METADE VULCÃO!


“Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.”

Esse poema tem duas estrofes que resumem esta blogueira que vos fala. A primeira é a acima transcrita. Aliás, este blog poderia ter apenas dois posts... cada um com uma das estrofes... mas vocês sabem como mulher gosta de falar, né...

Perdi a conta do número de vezes que senti vontade de ir embora. Pra Pasárgada.

A dúvida era: onde fica minha Pasargada???? Em Belo Horizonte, em Santos ou em qualquer lugar onde eu tivesse a possibilidade de começar do zero. Certamente não era em São Paulo...

Ou seja, fugir!!! E aqui, eu lembro de Gilberto Gil.. “vamos fugir, deste lugar, baby... vamos fugir...”

A idéia era fugir com o grande amor! Mas... faltava o grande amor!!!

Hoje estou musical! Só de pensar em grande amor, vieram à minha cabeça Chico Buarque e Barão Vermelho.

Sem me afastar do assunto, sou obrigada a dizer que, apesar de imensa vontade de mudar minha vida, nunca tive coragem de “fugir”. O medo de encarar o novo era muito maior do que o medo de continuar vivendo uma vida que me desagravada.

Afinal de contas, dá pra imaginar a decepção de uma pessoa que dá uma virada radical na vida, mas fica pior do que estava antes?

Por isso que, durante tanto tempo, fiz com que minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.

Já deu para perceber como vivo em constante luta comigo mesma? Eu sou os dois opostos que se atraem. Mas, ao contrário do que possam pensar, eu não me basto.

Minha mente não para de funcionar sequer quando estou dormindo. Meu sono é péssimo, super agitado. Chego a acordar 4 vezes numa só noite. Já sonhei com uma tese para ganhar um processo, que eu e meu chefe, acordados, não tínhamos conseguido criar. Liguei para ele às 6h da manhã. Coitado, nem ele foi poupado da minha ansiedade.

Já fiz cirurgia para retirar as amigdalas, corrigir o desvio de septo e, agora, minha endocrinologista falou que vai me ajudar a dar um jeito na qualidade do meu sono. E que esta tensão que me corrói por dentro, seja um dia recompensada.

E é curioso esse estado de "alerta" eterno. Tento ser ponderada a maior parte do tempo, mas explodir é inevitável!

Perdi a contagem do número de vezes que evitei a explosão do vulcão... quantos sapos engolidos para isso... quanta mágoa recolhida...

Não é nada bom abafar o vulcão... porque a explosão dele é um fenômeno natural... impedir só vai gerar maiores danos, pois mais cedo ou mais tarde, o Homem perde o controle que pensava exercer e, o vulcão explode, devastando casas, bairros, cidades... devastando vidas...

Assim é o vulcão interno do ser humano... às vezes, soltaremos apenas uma fumaça, que fará os outros acharem que vamos explodir... em outras vezes, devemos permitir a explosão do vulção, de forma que será possível conter a lava que escorrerá, sem que atrapalhemos vidas... sem que nossos atos explosivos afastem nossa sanidade.

domingo, 5 de dezembro de 2010

CRISE DOS 30



Eu não gosto de copiar textos de outras pessoas. Às vezes, uma pequena citação... mas, copiar na íntegra não é minha cara... mas eu me identifiquei de tal forma com a matéria, que resolvi copiá-la aqui.

No fim do texto, tem a fonte, ok?

"Você está andando pela casa e olha de relance para a estante de livros. Num dos cantos está uma caixinha colorida. Dentro, você encontra uma pequena lista, escrita há tempos, com as coisas que você queria naquele ano. Silêncio na sala. Você fecha a caixinha rapidamente e se dá conta de que ainda não fez quase nada do que desejava. Pior ainda: não fez o que gostaria durante quase toda a sua vida. Isso causa certa angústia? Sente inveja do gato deitadão no sofá? Sente saudade da infância, época em que seu único objetivo era a figurinha do Pelé ou uma boneca Barbie? Cuidado, você pode estar na crise do “não fiz nada da vida”.

Essa sensação de frustração que muitas pessoas sentem, principalmente entre os 30 e 40 anos, tem a ver com os objetivos traçados e não realizados e com o sentido encontrado – ou não - para a vida. Quando somos crianças temos tantos sonhos, mas conforme vamos crescendo nem todo mundo consegue conquistá-los. Aliás, muita gente nem sabe quais são eles. E a vida é como se fosse um barco à vela: não tem vento favorável para quem não sabe aonde ir. Essa sensação de vazio tende a aumentar com a idade porque vai ficando mais difícil largar tudo para ir atrás do que se realmente quer”, explica Cecília Zylberstajn, psicóloga e psicodramatista.

Estudar no exterior, fazer aquela viagem tão sonhada, comprar uma casa, construir uma família, realizar-se profissionalmente. A frustração pode acontecer em vários setores: financeiro, profissional e sentimental – principalmente para as mulheres que ainda colocam o foco da sua realização no amor. “Mas é muito importante que a pessoa perceba que as escolhas são de responsabilidade dela. Foi ela quem decidiu suas prioridades”, afirma a psicóloga.

Cinco passos para sair da crise

1. “Mexa-se! Dá trabalho realizar sonhos. É preciso arriscar e, infelizmente, a maioria das pessoas prefere a inércia.” – Roberto Shinyashiki, psiquiatra e palestrante com foco em realização de metas

2. “Não se julgue tanto. A questão pode estar na maneira como somos rigorosos em cada etapa da realização de um objetivo. Muitas vezes, deixamos de reconhecer o sucesso dessas etapas, trazendo a sensação de insatisfação e de algo incompleto. No geral, aprendemos a ser muito rígidos e cruéis nos julgamentos do que acreditamos ser e no que queremos ser.” – Lucia Rodrigues, expert em ecologia da criatividade

3. “Reveja os seus objetivos e pergunte-se: o que você realmente quer? Depois disso, avalie quantos destes objetivos são realmente atingíveis. Nem sempre temos tudo o que queremos, mas a vida também não precisa ser assim – ou tudo ou nada!” - Cecília Zylberstajn, psicóloga pela PUC-SP

4. “Pare de se comparar com os outros, porque você vai se achar melhor ou pior. E as duas coisas são ruins.” – Dalai Lama.

5. “Largue de vez essa ‘síndrome de Hardy, a hiena reclamona’. Pare de botar a culpa na vida e nos outros e comece a agir, melhorando esse astral e tomando atitudes concretas. Gente para baixo só afasta as oportunidades, afinal quem gosta de nuvem negra é só guarda-chuva.” – blog “Vigilantes da AutoEstima”"

FONTE

sábado, 4 de dezembro de 2010

FALAR, CALAR E RESPEITAR



Não é nada fácil reconhecer, mas eu culpei muitas pessoas pelo jeito que ficou minha vida.

E, aqui, cabe mais uma parte do poema de Oswaldo Montenegro.

“Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.” 
Não foi simples aceitar que eu era a responsável pelo buraco onde me joguei e ninguém está obrigado a concordar comigo, pois esta é a minha verdade e, não necessariamente, será a sua.

Mas, se você parar para pensar nisso, já ficarei muito, muito, muito feliz!!! Minhas palavras não são uma prece, mas merecem ser respeitadas.

O Dr. Lowen (a quem minha terapeuta me comparou) foi um grande psiquiatra e filósofo e tem um estudo maravilhoso sobre linguagem corporal e bioenergética. Mesmo depois de falecer, continuou ajudando as pessoas com suas teses.

Foi quando ela fez a comparação, entre mim e Lowen, que eu tive a coragem de assumir: eu sempre tive a sensação de que vim ao mundo para fazer algo muito grande, para ajudar as pessoas.

Então, decidi que essa "grande coisa" seria escrever, para contar o que passa e o que passou na minha cabeça, durante estes 35 anos de vida e, quem sabe, poder ajudar alguém, que, assim como eu, tenta se encontrar.

Pretensiosa, não???? É... minha mãe me ensinou a não pensar pequeno!!!!

Durante muitos anos eu escutei o que tinham para falar sobre mim: insegura, está sempre na defensiva, malcriada, boca dura. Cansei de ouvir e ficar calada. Agora é minha vez de falar!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A CARÊNCIA!


Pois bem, depois da minha primeira "sessão espanta ira" na terapia, estava conversando com o segundo ex no MSN, e, não sei por que cargas d'agua, apareceu o assunto carência. E, sem mais nem menos, apresentei um conceito: "carência nada mais é do que sentir saudade de si próprio".

Quando a pessoa não se ama, não se admira, sente-se carente. Então, joga nas costas de outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade. Só as pessoas inseguras são carentes, porque não suportam conviver consigo mesmas.

Quando se está de bem consigo, não existe carência.

E a necessidade pelo outro existe, porque é mais fácil esperar o "milagre" de que outra pessoa vá solucionar os nossos problemas, do que olharmos para dentro de nós mesmos e, enxergarmos nossos defeitos e imperfeições.

Da mesma forma que é mais fácil resolvermos os problemas alheios, é muito menos doloroso esperar que alguém solucione os nossos problemas e aceite nossos defeitos, especialmente aqueles que não toleramos.

Como é que eu nunca tinha pensado nisso????

E eu que sempre tive aquele discurso besta “não vou emagrecer porque quero que a pessoa que ficar ao meu lado me ame do jeito que sou”! Bobagem! Se eu não gosto de mim gorda, ninguém vai gostar!!!

Vejam bem, nada contra as pessoas com excesso de peso. Meu pai era gordo, eu ainda sou, minha mãe é (e às vezes não é – no melhor estilo sanfona). Mas eu não gosto de estar tanto acima do meu peso. Não me sinto bem. Não me reconheço.

Minha terapeuta sempre diz que adora minhas conclusões. Acho que terei alta mais rápido do que eu imaginava, apesar de ter a impressão de que nunca vou deixá-la em paz. Brincadeiras a parte, eu sei que ainda falta muito para ter alta da terapia. Mas sinto que já melhorei muito.

Fiquei muito orgulhosa de mim, no dia da "sessão detona a ira". Inicialmente estava receosa, com medo do que eu me tornaria depois, com medo de me sentir vazia.

Com muito medo de perder o controle e enlouquecer de vez. Morro de vergonha de enlouquecer. Por isso não consigo beber nada e estou sempre me policiando. Eu hei de tomar um porre, um dia, mesmo que seja dentro de casa. Mas preciso conhecer a sensação de me libertar de todos os medos e receios.

No dia da "sessão sai exu", eu matei uma almofada em silêncio total. Bem que minha terapeuta tentou fazer com que eu falasse algo, mas não consegui.

Segundo ela, tive um bom começo e matei a almofada direitinho. E quando ela terminou de falar isso, eu contei que batia na almofada, pensando que estava batendo em mim mesma.

Ela ficou toda surpresa, pois disse que era muito raro o paciente "bater em si mesmo" a primeira vez que fizesse o exercício e que, normalmente, os pacientes "batiam" em outras pessoas, colocando nestas a culpa pela vida que têm hoje.

 Disse, ainda, que fui a primeira paciente dela que bateu primeiro em si própria. E que o Lowen (Dr. Alexander Lowen, psicanalista) também bateu em si mesmo.

As pessoas precisam entender que é verdade aquela velha máxima: “as pessoas são responsáveis por aquilo que cativam”.

Ora, se não foram coagidas a fazer algo, fizeram porque quiseram. Não adianta culpar outra pessoa, ainda que tente culpar aquele que te induziu... Induzido ou não, sua vida é o que você deixou que fizessem com ela. Você permitiu as intervenções de terceiros. Você abdicou da sua vida e deixou que outro cuidasse, por você.

Agora, agüenta!!! Você está carente porque não se conhece, porque não sabe quem você e o que você quer, porque você só sabe que não gosta de quem se tornou, pois deixou que a vontade das outras pessoas prevalecesse.


Só te resta saber quem você realmente é e o que quer, para voltar a se amar e ter vontade de viver!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CONCLUINDO...



Contei tudo isso para voltar aos meus dois primeiros namorados.

Adivinhem quem, após receber a notícia da morte do meu pai, estava na minha casa em 10 minutos? Isso mesmo, o primeiro “ex” e a esposa dele, que me ajudaram com todos os detalhes do velório.

Não esperava e nem queria que meu segundo ex fosse pra Santos ficar ao meu lado. Mas a reação dele foi: "poxa, que pena, eu gostava de conversar com o Baba" (apelido do meu pai).

Não demonstrou nenhum tipo de preocupação comigo. Só ficou chateado porque ele gostava de conversar com meu pai. Ou seja, pensou nele e não em mim.

Atitudes incomparáveis. As leis da Física dizem que para cada ação, existe uma reação. Pois bem, para uma demonstração de carinho e consideração, a reação é gratidão. Para uma demonstração de indiferença, a reação é indiferença.

E mesmo depois de eu falar tudo isso, ele não entende o motivo de eu considerar e proteger tanto o primeiro ex (a esposa e o filho deles). Vou repetir pela enésima vez, eu protejo e considero aqueles que me protegem e me consideram. Não exija de mim, o que você não é capaz de dar. Ponto final!!!

Além disso, o fundamental é: não exija de mim o que eu não estou a fim de dar!!! 

Tirando esse pequeno defeito de compreensão, o segundo ex é uma boa pessoa. Um cara muito culto e inteligente. Médico esforçado e competente. Não posso deixar de citar a situação que mais me marcou quando estávamos juntos. Afinal de contas, ele merece crédito.

Minha avó tinha Alzheimer. E, quando a doença foi diagnosticada, ela ainda andava e falava, apesar de já apresentar todos os sintomas da doença.

Em um sábado qualquer, eu estava deitada no colo dela e ela fazia carinho nos meus cabelos. Ele estava dormindo no meu quarto. Sem mais nem menos, em um típico surto de violência, minha avó começou a bater na minha cabeça.

Eu não conseguia me defender, porque estava deitada. Mas gritei e meu ex namorado foi me salvar. Com seus conhecimentos de medicina, ele conseguiu acalmar minha avó e ainda me tirou do colo dela, sã e salva...

Esse momento ficou marcado na minha memória (e nos galos que se formaram na minha cabeça, lógico!). Então, por mais que eu não o queira ao meu lado como homem, não posso ignorar a importância na minha vida.

Normalmente é assim... a maior parte das pessoas que entra na sua vida não fica... afasta-se... algumas deixam mágoas, outras nem percebemos quando se ausentam... mas a verdade, é que, se você procurar direito, todas terão deixado algo de bom no seu peito...

domingo, 14 de novembro de 2010

UM POUCO DO PAI


Para vocês entenderem um pouco melhor. Meu pai era um daqueles fumantes irritantes, que tinha enfisema pulmonar e mentia para os amigos, dizendo que tinha problemas de coração, para que não o impedissem de fumar (como se também não fosse um impedimento, né?).

Em 2005, tive uma crise de pânico e entrei em depressão profunda. Pedi demissão do escritório e, acabado o meu período de aviso prévio, fui correndo pra Santos, pois meu pai estava com um resfriado muito forte.

Cheguei em casa e ele tinha a boca, os pés e as mãos roxos. Não conseguia respirar. Liguei no pneumologista, cancelei a consulta que ele teria naquele dia e carreguei os 140 quilos dele até o carro. Liguei o pisca alerta e fui "voando" para o hospital.

Foi a última vez que o vi de olhos abertos. Indo para a UTI, na cadeira de rodas. Com uma máscara de oxigênio no rosto, o olhar dele dizia "filha, eu te amo muito, mas estou indo embora, adeus". Se fecho os olhos, ainda sou capaz de lembrar da cena nitidamente.

Minha irmã estava grávida de 7 meses e com problemas de pressão alta, não podia ficar descendo e subindo a serra (de Santos para SP e vice-versa) e nem entrar na UTI, por cautela.

Fiquei responsável pela internação e ir a todas as visitas da UTI. A irmã mais nova do meu pai voltou de sua viagem de férias e me fez companhia, pois minha mãe não poderia descuidar da gravidez da minha irmã.

Após 6 dias, meu pai acordou sozinho e arrancou os aparelhos. Fiquei muito feliz, pois 3 anos antes, quando da primeira internação, ele teve a mesma atitude e logo em seguida teve alta da UTI.

Mas, desta vez, o pulmão dele já estava muito pior, graças ao maldito cigarro que ele insistia em fumar (escondido da gente, claro!). O respirador estava inflado e, saiu rasgando a garganta. Ele foi medicado mais uma vez e o colocaram em coma induzido de novo.

Tive vontade de matar o médico plantonista, quando entrou no quarto da UTI e disse, em voz alta, que meu pai não viveria e, se vivesse, teria que fazer traqueostomia e ficar aos cuidados constantes de Home Care.

Tirei o médico do quarto e terminei a conversa do lado de fora, pois tenho plena certeza de que meu pai estava ouvindo e entendendo tudo. Tanto é que, menos de 12 horas depois, ele teve um ataque cardíaco e os médicos não conseguiram reanimá-lo.

Eu quis processar o hospital, pois na semana da internação, meu pai foi ao pronto socorro duas vezes, reclamando do forte resfriado e da tosse, mas os médicos apenas receitaram um xarope e sequer tiraram um raio X do pulmão. Se a pneumonia fosse diagnosticada mais cedo, ele teria visto minha sobrinha nascer. Mas minha irmã e minha mãe não quiseram entrar com a ação.

Eu não queria dinheiro de indenização. Queria apenas que o Hospital e os médicos aprendessem a cuidar descentemente dos pacientes. Afinal de contas, se uma pessoa de 64 anos, com enfisema pulmonar vai ao pronto socorro pela segunda vez na mesma semana, deveria ter recebido atenção melhor.

Tá certo, era a vontade de Deus!!! Não vou questionar o resultado, mas me sinto no direito de contestar a falta de vontade dos homens, especialmente daqueles que não cumprem o juramento feito na faculdade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O SEGUNDO NAMORADO

Eu considero que tive 3 namorados e vocês já foram apresentados ao primeiro.

O segundo é um médico carioca, que sabe, tanto quanto eu, quem ele é e o que ele quer da vida. Nem vou citar o nome dele, pra não dar chance dele me processar!!! Advogados gostam de pensar na defesa, antes que haja ataque. Mas ele sabe que ele é ele!!!

Ele é uma pessoa do bem e reconheço o amor que tem por mim até hoje, mesmo depois de todas as patadas que já recebeu.

Acontece que o relacionamento entre duas pessoas perdidas só pode dar em um lugar, o precipício. E a tendência é que os dois pulem, sem mãos dadas, porque querem fazer seus próprios caminhos, sem intervenção (sequer a Divina), ainda que esses caminhos levem a lugar nenhum.

Somos amigos, que novidade!!! Conversamos muito pelo MSN, já que ele mora em Niterói e eu em São Paulo. Conversamos, discutimos, brigamos feio, ficamos sem nos falar, depois, conversamos de novo.

Ontem, ele pediu "arrego", disse que não queria mais brigar comigo.

Confesso que sou chata ao quadrado. Ele (e minha mãe também) diz que sou "dona da verdade", que não admito ser criticada e que não aceito a verdade dele.

Já tentei explicar milhões de vezes que ele está errado. Primeiro porque não sou obrigada a aceitar a verdade dos outros; segundo porque a minha verdade tem origem no meu ponto de vista e, terceiro, porque eu sou "do contra" mesmo!

Apesar de o relacionamento ter terminado há 11 anos, ele não se conforma que amo meu primeiro namorado até hoje. Ele se sentia preterido por este amor. Ele fica doido da vida porque não admito que ele fale mal do "outro".

Ele não é capaz de entender o amor de amigo!!! Ele não é capaz de aceitar a gratidão que existe entre mim e o primeiro ex, porque ele me fez sofrer.

Sim, eu sofri e não foi pouco. Mas, quando coloco na balança, vejo um resultado positivo. E eu me recuso a sofrer por algo positivo. Não sofro, cultivo.

Como não cultivar o relacionamento com uma pessoa que, mesmo depois de 15 anos do fim do namoro, ainda lembra do meu aniversário, liga e me coloca para conversar com o próprio filho e com a esposa?

Eu sei que não é bom comparar os namorados. Mas, para esclarecer, o segundo “ex” nunca lembrou do meu aniversário.

Eu o rejeito liminarmente! Todas as vezes que ele tenta se aproximar, com uma palavra de carinho, com um torpedo desejando boa noite, eu vou pra defensiva e armo minhas presas, sabendo que logo serei atacada, por alguém que considero, mas que não quero mais na minha vida como namorado!

Por que eu não me afasto dele? Fácil essa: tem alguém massageando meu Ego, né? Isso é fundamental para eu me manter viva. Mas, a verdade é que é sempre ele que me procura e eu, simplesmente, não consigo ser grossa ao ponto de dizer "se toca!" 

Acho que ele nem vai ficar muito bravo lendo isso, porque eu não o uso. Ele sabe o que estou dizendo, pois já falei para ele.

Observação: o raciocínio lógico do texto continuará nos próximos posts. Saliento que isso tudo é um reflexo do que eu pensava e sentia há 2 anos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

INSULINA - AMIGA OU INIMIGA?



Antes de mais nada, ressalto que não sou médica, mas falarei da minha experiência pessoal. Por isso, como é muito pouco divulgado, resolvi desviar um tiquinho do assunto normal do blog, para falar sobre um problema que afeta 25% da população não diabética: o hiperinsulinismo ou hiperinsulinemia.

Normalmente, quando falamos sobre insulina, fatalmente acendem duas luzes na nossa memória: a insulina serve para ajudar a “quebrar” a célula de açúcar no sangue e, a falta de insulina gera a famosa doença chamada de diabetes.

Assim como no dia a dia, o nosso organismo não se adapta a radicalismos. A falta de insulina gera diabetes e o excesso de insulina também não é bem recebido.

O hiperinsulinismo (ou hiperinsulinemia) nada mais é do que a produção excessiva de insulina. Isto se dá porque, ao contrário do que se imagina, todos os tecidos do corpo necessitam de insulina, que é produzida no pâncreas.

Ocorre que algumas pessoas possuem resistência à ação da insulina, em razão da ausência de receptores adequados. Como a insulina não age da forma que deveria, o seu organismo manda uma ordem ao pâncreas para que seja produzida mais insulina. Pronto, chegamos ao excesso!

Estudos recentes – e lembrem-se que no meio médico, “recentes” são as pesquisas com pelo menos 5 anos; antes disso, nem é considerado – demonstraram que o excesso de insulina gera vários problemas, entre eles: lentidão do metabolismo, problemas coronarianos, síndrome do ovário policístico e, até, o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

O excesso de insulina trava o seu metabolismo, o que retarda o emagrecimento e facilita o processo de obesidade.

O excesso de insulina também atinge diretamente o efeitos dos hormônios femininos, de forma que as mulheres podem ter problemas de menstruação (causando ovário policístico) e até pêlos no rosto, pois a testosterona passa agir com maior intensidade.

Conseguem imaginar uma mulher que não consegue emagrecer, não consegue menstruar e, como se não bastasse, ainda tem pêlos em grande quantidade em locais que, naturalmente, a mulher não teria? Pois é... existem estudos nos Estados Unidos que já provaram que o hiperinsulinismo é o responsável por 6% dos casos de infertilidade feminina.

Dos fatos que citei no parágrafo anterior, eu só não tive o problema com excesso de pêlos... no mais, sofri horrores durante mais de 15 anos, até que reencontrei uma amiga de infância que se tornou uma super endocrinologista. Nos vimos em um casamento e, no fim da festa, ela olhou pra mim e disse: “esse corpo não é seu; o que você come não condiz com sua gordura... você está com problemas hormonais, minha amiga. Já para o meu consultório!”

Eu já tinha passado por diversos ginecologistas, que ministravam mais hormônios para eu tomar, induzindo a menstruação. Mas, depois de 6 meses, os remédios perdiam o efeito, o médico não sabia mais o que fazer e lá estava eu procurando um novo profissional.

Por 15 anos só menstruei com ajuda medicamentosa. Depois que comecei o tratamento, atingindo a causa do problema (ou seja, o hiperinsulinismo), passei a menstruar normalmente e, confesso, voltei a me sentir mulher. Chorei feito criança, a primeira vez que aconteceu, já com meus 34 anos de idade.

Hoje, até meu humor está mais equilibrado... e tudo vai bem... estou emagrecendo aos poucos (com menos facilidade do que os seres humanos “normais”), mas estou adaptada à nova vida, o que me garantiu o direito de buscar a mim mesma e a minha felicidade!

Como falei no início, não sou médica. Por isso, nada de saírem por aí achando que vocês têm hiperinsulinismo e por isso não emagrecem. Na maioria das vezes, falta vergonha na cara mesmo, viu!!!!

Procurem um bom endócrino ou, caso queiram, mandem um email para o blog e eu indicarei a minha super médica.